Um jornalismo sem raça? O inteligível e enlutável na cobertura da Folha de S.Paulo sobre a violência policial

Autores/as

Palabras clave:

ética, racismo, violência policial

Resumen

Há um problema racial nos “modos de fazer” do jornalismo brasileiro? A partir de enunciados coletados na Folha de S.Paulo, em 2018, sobre assassinatos em confrontos policiais, em favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo, tentamos evidenciar certas operações de poder, racialmente motivadas, que definem contornos de um corpo coletivo branco em contraposição a um corpo criminalizado – negro, favelado e nunca enlutado. A partir da construção de uma análise do enquadramento epistemológico, proposta por Judith Butler, tentamos questionar se a tradição jornalística brasileira, com aparência performativa de “imparcialidade” e “objetividade”, fornece as condições propícias para a produção de identificações com uma racionalidade narcísica branca, enquanto foraclui relações ético-políticas dolorosas, que envolvem raça, pobreza e violência.

Biografía del autor/a

  • Lucas Afonso Sepulveda, Universidade Federal de Minas Gerais, MG
    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Publicado

2022-08-31

Número

Sección

Artigos