O feminismo na capoeira: corpo, gênero e política para além das rodas

Authors

Keywords:

feminismo, Capoeira Angola, corpo, mídia, estudos decoloniais

Abstract

O feminismo angoleiro tornou-se, no Brasil, um espaço para tensionamento e discussão de práticas sexistas no jogo e na sociedade. Com base na perspectiva decolonial e em estudos da comunicação, este artigo tem como objetivo, partindo de um olhar sobre o corpo, discutir imagens da mulher na capoeira, por meio da análise de publicações dos anos 1990, em diálogo com representações contemporâneas circulantes na Rede Angoleira Mulher, em eventos e em projetos, desvelando conflitos de gênero anteriormente invisibilizados. Em termos metodológicos, são reunidas capas das principais revistas especializadas em capoeira do início dos anos 1990, período em que o debate sobre a mulher na capoeira ainda ganhava terreno. O material é observado ao lado da produção contemporânea especializada que não se concentra mais em meios impressos, ampliando-se em sites e redes sociais, com articulação digital e troca de informações em eventos presenciais. 

Author Biographies

  • Raquel Gonçalves Dantas, Universidade Federal da Bahia, BA, Brasil

    Doutora em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora substituta no Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Jornalista. Integra o Grupo Nzinga de Capoeira Angola.

  • Denise da Costa Oliveira Siqueira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ, Brasil

    Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Desenvolveu pós-doutorado na Université de Strasbourg (França), entre 2020 e 2021, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Jornalista.

Published

2021-08-31

Issue

Section

Dossiê “Gênero, mídia e política”