A noção de texto em Umberto Eco é constituída por um constante jogo de interpretações, o que possibilita sua abertura à complementação. Tal ação só pode gerar-se em conjunto com a cooperação do leitor, entendido como um receptor ideal. Mas de qual receptor estamos falando? O autor trabalhará a questão da recepção, no transcurso de sua produção teórica, a partir de cinco grandes obras. O presente artigo visa recuperar essa trajetória e acompanhar as transformações ocorridas no espaço multifacetado composto pela intenção do autor, da obra e do leitor.