Vilipêndio à fé? Reflexão sobre censura e repressão à arte por motivação religiosa

Autores/as

  • Bruna Silveira de Oliveira Universidade Federal de Minas Gerais, MG
  • Maiara Garcia Orlandini Universidade Federal de Minas Gerais, MG
  • Fernanda Nalon Sanglard Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, MG

Palabras clave:

censura à arte, conservadorismo, liberdade de expressão, fé, intolerância religiosa

Resumen

O artigo se propõe a compreender a relação entre a questão religiosa e a onda de repressão a manifestações culturais, criminalização da arte e perseguição a artistas que vem se formando no Brasil desde 2017. O objetivo é identificar e discutir os episódios de censura à arte que ocorreram entre julho de 2017 e março de 2020, principalmente sob a justificativa de conter o “vilipêndio à fé”. A partir de coleta de dados em sites jornalísticos e plataformas de mídias sociais, trabalhamos com a análise de conteúdo para refletir acerca dos mecanismos de censura e das narrativas midiáticas sobre eles, à luz da reflexão sobre liberdade de expressão. Entre os resultados, destacamos que sete dos oito casos analisados apresentaram relação com a problematização da sexualidade. A representação dos corpos transexuais, das vivências homossexuais e até mesmo da nudez culminou em protestos de grupos conservadores religiosos, que reivindicavam o cancelamento de episódios artísticos.

Biografía del autor/a

  • Bruna Silveira de Oliveira, Universidade Federal de Minas Gerais, MG

    Doutoranda e mestra em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME), baseado na UFMG. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

  • Maiara Garcia Orlandini, Universidade Federal de Minas Gerais, MG

    Doutoranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Membro do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME), baseado na UFMG.

  • Fernanda Nalon Sanglard, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, MG
    Doutora em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Membro do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME), baseado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Coordenadora dos projetos Fapemig APQ-02162-22 e CNPq 28474.

Publicado

2022-08-31

Número

Sección

Dossiê “Comunicação, religião e valores contemporâneos”