Refutações contra fake news no Twitter de Jair Bolsonaro entre 2015 e 2020: ataques contra a imprensa, deflexões e fontes para desmentidos

Autores/as

  • Ivan Paganotti Universidade Metodista de São Paulo, SP

Palabras clave:

notícias falsas, desinformação, descrédito, imprensa, bolsonarismo

Resumen

A literatura acadêmica já demonstra a dificuldade em definir limites para o que seriam “notícias falsas”, um termo mobilizador adotado por atores políticos para atrair atenção do público e desacreditar seus críticos. Este artigo avalia como Jair Bolsonaro refuta críticas e denúncias publicadas por jornalistas, descartando seus relatos ou posicionamentos como fake news. A análise se volta aos alvos das críticas de Bolsonaro (principalmente veículos e jornalistas da grande mídia) e a como ele justifica suas acusações ou comprova a falsidade dos relatos midiáticos baseado primordialmente em seu próprio testemunho ou em fontes alinhadas. Para isso, foi coletada uma amostra de 97 tweets publicados na conta @jairbolsonaro entre 2015 e 2020, demonstrando como o rótulo fake news é subvertido, replicando (e, surpreendentemente, até adiantando, ainda em 2015) estratégia de deflexão de críticas adotada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Biografía del autor/a

  • Ivan Paganotti, Universidade Metodista de São Paulo, SP
    Docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Bolsista de produtividade em pesquisa (PQ-2) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Desenvolve pesquisa com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) – Processo nº 2020/15055-9. Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Realiza pós-doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Coordenador do grupo de pesquisa Checagem, Educação, Comunicação, Algoritmos e Regulação (CHECAR) e membro da Rede Nacional de Combate à Desinformação.

Publicado

2022-12-31

Número

Sección

Dossiê “Comunicação em contextos de guerras, conflitos e crises”