O João de Deus do streaming: narrativas de uma celebridade religiosa em séries documentais da Globoplay e da Netflix

Autores

  • Marcos Vinicius Meigre e Silva Universidade Federal de Minas Gerais, MG
  • Livia Maia Caldeira Arantes Universidade Federal de Minas Gerais, MG

Palavras-chave:

religião, análise da materialidade audiovisual, streaming, série documental, João de Deus

Resumo

Este texto compara duas séries documentais sobre João de Deus lançadas por serviços de streaming: Em Nome de Deus (Globoplay, 2020) e João de Deus – Cura e Crime (Netflix, 2021). O objetivo é investigar, a partir da análise da materialidade audiovisual (AMA), como os sentidos de religiosidade se relacionam com a trajetória do médium e são entrelaçados pelos depoimentos de suas vítimas de abusos sexuais. Identificam-se três categorias de investigação que perpassam ambos os conteúdos: marcadores de expressão religiosa, metáforas do silêncio e a biografia do líder espiritual. Concluímos que as séries têm abordagens distintas, mas que se tangenciam em alguns aspectos, tais como a recorrência a imagens de arquivo e o não questionamento sobre a veracidade dos depoimentos das sobreviventes. Nesse sentido, a construção da trajetória do personagem-réu dá a ver um cenário cultural e socialmente plural do Brasil, que abre espaço para atuações criminosas em nome da fé.

Biografia do Autor

  • Marcos Vinicius Meigre e Silva, Universidade Federal de Minas Gerais, MG

    Doutor e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduado em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Integrante do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura em Televisualidades (COMCULT), baseado na UFMG.

  • Livia Maia Caldeira Arantes, Universidade Federal de Minas Gerais, MG
    Doutoranda e mestra em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduada em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Integrante do Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura em Televisualidades (COMCULT), baseado na UFMG. Jornalista na Rede Minas.

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Publicado

2022-08-31

Edição

Seção

Dossiê “Comunicação, religião e valores contemporâneos”